Ao começo do século XVII, o arraial, hoje do Largo da Matriz, começa a provar-se nas terras doadas por D.Joana de Barros, de sua fazenda Magepe-Mirim.

A construção da Igreja iniciou-se em 1747 e foi aberta ao culto em 1750. Neste período os altares laterais eram pintados diretamente nas paredes de pedra e cal.

Ainda hoje se pode ver restos destas pinturas num altar lateral (S.José).

Do ano de 1751 até 1768 acontece a conclusão da torre, o frontispício e a colocação dos 3 sinos.

No período de 1779 e 1789 passa por Magé o Mestre Valentim e sua escola de arte. O altar-mor e dois altares laterais conservaram a marca deste tempo áureo da Corte do vice-rei Luís de Vasconcelos, o qual proclama Magé à categoria de Vila.

O Largo da matriz é o palco de inumeráveis acontecimentos históricos que vão da elevação à Vila em 1789 e Proclamação da cidade em 1857 e os dolorosos episódios da Revolta entre as forças do marechal Saldanha e Floriano Peixoto, testemunhas no livro “Os horrores de Magé” em 1893 e 1894. Muitos documentos históricos se perderam neste período.

A Matriz constitui magnífico monumento do barroco no recôncavo, tombada pelo patrimônio Histórico Estadual e totalmente restaurada pela Comunidade Católica através do projeto “É possível”.

Foi entregue novamente para uso da comunidade no dia 15 de Setembro de 1991 Festa da padroeira de Magé, Nossa Senhora da Piedade.

É um resgate da história e de seus monumentos, parte integrante do acervo cultural do Estado e país.

PE. Ernande Nascimento

Acompanhe algumas imagens da Matriz de Nossa Senhora da Piedade